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Coffee table o quê? Coffee table book!

Por Chico Barbosa

Ok, ok, reconheçamos: coffee table book é um termo meio afetado para se referir ao livro de mesa. Por que usar uma expressão em inglês se temos uma equivalência em português? Por quê? Nem adianta pressionar, porque, mesmo depois de me debruçar sobre o assunto, eu também não sei responder categoricamente. Mas o fato é que, nos quatros cantos do mundo, a expressão coffee table book é empregada para se referir aos livros geralmente grandes, com pouco texto, amplamente ilustrados, com acabamento artístico e luxuoso, que, por seu apelo estético, ficam expostos em ambientes sociais, e não escondidos em estantes.

 

Coffee table book: livro para ser contemplado

Claro que ninguém precisa se prender à nomenclatura inglesa para classificar esse tipo de obra. Além de livro de mesa propriamente, não faltam expressões em nossa língua para batizá-los –, embora elas sejam imprecisas. Quer ver? As opções mais genéricas se referem aos coffee table books como “livro de arte” (ainda que nem sempre trate do tema) ou “livro de luxo” (aqui, sim, um traço comum na categoria). As tentativas de defini-los a partir dos assuntos que abordam dizem mais do conteúdo do que da sua forma: gastronomia, fotografia, arquitetura, arte, automóvel, corporativo, e por aí vai.

Em meio a esse vaivém de terminologias, um fato é dado quando envolve esses tipos de livros: sendo belos e convidativos a serem observados e tocados, tratam-se de legítimos coffee tele books, porque assim eles serão utilizados. O que nos faz concluir que os coffee table books dizem mais sobre o uso que se faz deles do que o que eles exibem em suas páginas.

No mais, chamem-nos como preferir…

O editor da TASCHEN, Benedikt Taschen, e a fotógrafa Annie Leibovitz, e o coffee table book king size

*O coffee table book foi meu objeto de estudo no mestrado, quando apresentei a dissertação “A contribuição dos jornalistas-escritores na produção de coffee table books”, e no doutorado, quando defendi a tese “O papel do livro de mesa na sociedade do espetáculo”, no programa de Comunicação e Semiótica da PUC-SP (foto no topo da página). Na pesquisa, analisei os livros da editora alemã TASCHEN, daí a opção dessas imagens para ilustrar este texto.

 

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